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quinta-feira, 2 de maio de 2013

ROBERTO FARIAS: CEM DIAS SEM AÇÕES


semana7.com

CEM DIAS SEM AÇÕES INEFICIENTES

Sem o propósito de se apelar à reprise, voltamos às máquinas da prefeitura que foram apreendidas na fazenda do prefeito de Barra do Garças Roberto Farias. Desta vez para anunciar que aquelas máquinas que foram escoltadas pela Polícia Civil, a mando da Justiça, foram liberadas e devem estar a serviço no interior do município ou mesmo da cidade que está cravejada de buracos em todas suas franjas e sem ninguém para socorrê-la.
Contudo, para não dizer que nada se fez nestes 100 dias de governo no município, na página 6 há um breve resumo da gestão. Seríamos incoerentes se disséssemos que nada foi feito, porque a de se tirar o chapéu (o nosso próprio chapéu) para os festejos de carnaval realizado em fevereiro passado. Uma folia prestigiada por nomes da política local e regional. Numa das fotos está o deputado Wellington Fagundes ao lado de Roberto Farias, desafeto de seu primo, o ex-prefeito Wanderlei Farias de quem o deputado Fagundes transitava com desenvoltura em seu governo. Não se sabe, no entanto, se o parlamentar pulou pro outro lado.
Ainda sobre este prefeito de que estamos a falar, não poderíamos citar seu poder de articulação política. Lá de seu extremo político de direita ele conseguiu convencer alguns membros do Partido dos Trabalhadores a compor sua campanha que levou ao seu lado o candidato a vice. Eis aí a união visceral entre a direita PSD e PT, antagônicos até a medula. Mas o bonito de tudo isso é ver alguns de seus antigos militantes petistas aguerridos, revolucionários, prontos para o embate político, transitar de modo triunfal ao lado de Fagundes, ao lado de antigos desafetos, hoje irmãos e que parecem quase franciscanos.
Mas vamos deixar, por enquanto, essa administração revolucionária de lado e cuidar de outros assuntos, que também são políticos. São as pré-candidaturas. Por enquanto são apenas comentários que circulam pela cidade. Nenhum deles veio a público dizer desta intenção, a de sentar-se numa cadeira da Assembleia Legislativa, ou quiçá, na Câmara dos Deputados, em Brasília. São nomes conhecidos dos barra-garcenses como o de Julio Cesar (PSDB), Daltinho (PMDB), Fátima Resende (PT), Eduardo Moura (MD), Leandro Soares (PSD) e Laura Beatriz (sem partido).
Dentre estes, Leandro Soares, (filho do conselheiro Alencar Soares autor da célebre frase “Se já fui pobre não me lembro”) foi saudado dias destes, numa audiência pública pela secretária de Finanças do município, Viviane Carvalho, como “nosso futuro deputado estadual”. Não precisa dizer que seu gesto constitui campanha extemporânea. Extemporânea ou não, o assunto que mais ouriçou os ânimos dos cidadãos e cidadãs do Araguaia foi a ordem de serviço de pavimentação da MT-413, na região de Santa Terezinha, orçada em R$ 90 milhões.
O deputado Baiano Filho (PMDB), diz que este é o momento do Araguaia. Já era passado da hora. Este governador, nas eleições de 2010 saiu vitorioso em todas as urnas dos municípios do Vale do Araguaia. Seria indelicado de sua parte governar de costas para a região, considerada a última fronteira agrícola do Estado e que promete sua própria redenção econômica nos próximos anos. Para Barra do Garças também já venceu o prazo de se normalizar o trânsito na cidade, de se construir o anel viário, fomento para pequenas indústrias, geração de emprego e renda, apenas para início de conversa.
Agora, por último, voltemos à questão das máquinas da prefeitura apreendidas na Fazenda Tamburi de Roberto Farias. A oposição na Câmara Municipal, através de um requerimento solicitou para que fosse enviado ao Ministério Público o pedido de informações sobre o trâmite daquele inquérito. Não se tem dúvidas de que o requerimento foi rechaçado pela bancada que dá sustentação ao prefeito. Votaram contra os vereadores Celson Sousa (PV), Mandioquinha (PMDB), Pebinha (PSB), Joãozinho (PSB), Coronel Barbosa (PSD), Neto (PSD), Paulo Raye (PTB) e Professor Kiko (PT).
O povo barra-garcense não merece tantos inimigos em uma Casa que deveria, por dever de moralidade, defendê-lo. Mas não, preferem calar-se ou manifestar-se em favor de interesses inexplicáveis. Calaram-se diante de um fato que envergonhou a cidade.
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