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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Em crise, governador luta para ter controle do caixa e não atrasar salário


PALÁCIO PAIAGUÁS | 01/10/2012 - 10:07

Em crise, governador luta para ter controle do caixa e não atrasar salário

Romilson Dourado
-- Governador Silval Barbosa contingenciou orçamento até abril, mas, mesmo assim, enfrenta crise financeira
Governador Silval Barbosa contingenciou orçamento até abril, mas, mesmo assim, enfrenta crise financeira



 O governador Silval Barbosa, hoje com as atenções mais voltadas às eleições municipais, enfrenta um "pepino" similar ao do final do ano passado, quando, com orçamento superestimado e "estourado", se viu obrigado a fazer vários ajustes para fechar com as contas equilibradas. A 3 meses para concluir o exercício de 2012, o peemedebista convive com crise financeira em várias secretarias e órgãos que compõem a máquina estadual. Mesmo após manter o caixa contingenciado até abril, muitas pastas gastaram além do previsto e agora o chefe do Executivo tende a optar por remanejamentos. São quase 100 mil servidores que consomem praticamente 60% da folha de pessoal de uma administração que prevê arrecadar e gastar R$ 13 bilhões.
   Há temor dos servidores, por conta disso, de haver atraso na folha de pagamento, a exemplo do que aconteceu em governos passados, como de Carlos Bezerra (87/90), do mesmo PMDB de Silval, e dos irmãos Júlio (83/86)e Jayme Campos (91/94). A maior preocupação está na saúde, que acumula pendências de repasses de recursos para as prefeituras. Apesar disso, o governador assegura que está tendo controle do caixa e que conseguirá superar as dificuldades financeiras, de modo a obter equilíbrio de receitas e despesas. Em 2011, primeiro ano do governo Silval, após ter concluído os 8 meses finais da gestão Blairo Maggi, o chefe do Executivo teve de adotar várias medidas, por decreto, inclusive com 20 artigos, tudo para ter controle contábil e corrigir falhas no orçamento superestimado. Mesmo assim, passou apurado. Embora não admita, o comentário nos bastidores fora de que o orçamento teria "estourado" em R$ 1 bilhão.
   A liberação de pagamento para as próprias secretarias, servidores e prestadores de serviços em geral está concentrada na Fazenda e na Administração. Alguns órgãos, reclamam faltam de recursos. Servidores do Indea, por exemplo, garantem que não tem como emitir, por exemplo, documentos como Guia de Trãnsito Animal (GTA) dentro das unidades locais de execução por falta de toner. Afirmam que as diárias para os fiscais executarem os serviços a campo também não estão sendo pagas e que os veículos estão praticamente parados por falta de manutenção.
Fonte: Rd News
http://www.rdnews.com.br/blog/post/em-crise-governador-busca-controle-do-caixa-para-nao-atrasar-salarios

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